AlmArdente

De tudo se fala do que possa habitar uma qualquer alma humana. Os amores e desamores, as artes e os vícios, os prazeres e as dores. Intensas banalidades, para miúdos e graúdos.

quinta-feira, junho 30, 2005

SÚPLICA

Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.

Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.


Miguel Torga

4 Comments:

  • At 7:44 da tarde, Blogger exactamente said…

    Obrigado pelo link ;-)

     
  • At 1:33 da manhã, Blogger Lado_a_Lado said…

    Meu amor
    Parece que agora vou seguir sem ti

    Subir e descer
    Correr na lama e voar outra vez

    Sei muito bem onde quero chegar
    E sei que não há tempo a perder.
    Que a tua voz me possa encorajar!

    Meu amor
    Agora que fiques para aí a dormir...

    Um fato de marinheiro
    Não chega para se entender o mar

    Espero aprendas bem a remar
    E espero que a luz do teu farol
    Te possa sempre iluminar!

    ...

     
  • At 11:17 da manhã, Blogger MêCê said…

    Rir é EXACTAMENTE uma das minhas paixões. Não será assim com todos?
    Muitas gargalhadas dou eu à custa desse link :)

     
  • At 11:19 da manhã, Blogger MêCê said…

    lado_negro, andamos profundos...
    Mas parece-me que estamos sintonizados. Há alturas em que temos de seguir por nós e para nós. Segue tu também.

     

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