AlmArdente

De tudo se fala do que possa habitar uma qualquer alma humana. Os amores e desamores, as artes e os vícios, os prazeres e as dores. Intensas banalidades, para miúdos e graúdos.

terça-feira, setembro 27, 2005

REALISMO

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Deu-me ontem para ver fotografias de tempos idos. Lugares nostálgicos, pessoas queridas, velhas paixões. E dei por mim a sofrer do mal de Outono, quando a luz baça nos invade de memórias sombrias que se nos colam à pele como fuligem quente e húmida: Saudade..
Recordações, sonhos, desejos... tudo me assolou o espírito, deixando-o ansioso e irrequieto.
E no final, ficou o pensamento deixado por uma dessas pessoas queridas, em jeito de verdade, aquelas verdades que não nos resolvendo coisa alguma, nos consolam e dizem que temos razão em ser como somos; em continuarmos o nosso caminho; sem ressentimentos.

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" ... e de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada; apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre. "

Por SuDu


Ou como foi dito numa madrugada de despedidas em Bishopsgate:

..........................." Life goes on. Make the decisions. No regrets. "

3 Comments:

  • At 12:27 da tarde, Blogger Andrea Peterson said…

    Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

     
  • At 9:31 da tarde, Blogger orpheu said…

    O outono tem dessas coisas...traz aquele aperto à alma que, no mesmo abraço que a sufoca, lhe dá aquele reconforto morno e saboroso, mas que entristece.
    E essa melancolia? Espera-la também? Ou aguardas que se vá como as quedas do outono?

     
  • At 12:40 da manhã, Blogger MêCê said…

    A melancolia, Orpheu, a melancolia está cá sempre. Umas vezes velada, outras bem patente, mas sempre presente. E o Outono é quando todas as melancolias saem da toca e nos vêm espreitar o pensamento. Depois vão-se desprendendo de nós, como folhas secas, até deixarem de incomodar.

     

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