AlmArdente

De tudo se fala do que possa habitar uma qualquer alma humana. Os amores e desamores, as artes e os vícios, os prazeres e as dores. Intensas banalidades, para miúdos e graúdos.

quinta-feira, junho 22, 2006

Consolos



Sou de me aninhar em alguém que me oiça, e falar, falar, falar... Desabafar este mundo e o outro sem esperar consolo. Apenas deitar cá para fora toda a dor ou mágoa ou dúvida ou seja lá o que for que me atormenta o espírito.
Se me vejo acabrunhado e triste, eu, que até sou uma pessoa alegre e reinadia, verto as aflições num quase sentido único. Não preciso de palmadinhas nas costas, não procuro palavras carinhosas. Não necessito do feedback caloroso para me sentir bem outra vez.
Tem isto a ver com as pessoas que são mimosas, choramingas, carentes da benevolência amiga. Pessoas que procuram forças num abraço reconfortante, nas palavras suaves, na energia emanada de alguém que seja forte e sábio para lhes mostrar o caminho.
Não estou a desprestigiar essas pessoas. Não são menos capazes, nem mais piegas. São simplesmente humanas. Como eu, à minha maneira.
Gosto mesmo é de deitar para fora.
E depois de tudo transbordar, sigo mais leve e airoso.

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